Estudantes pedem a inclusão das Ciências Humanas no Projeto Ciência Sem Fronteira
Enviado em 26 de julho de 2012

A não participação de estudantes de ciências humanas e sociais no projeto Ciência Sem Fronteiras (CsF) tomou boa parte dos debates na mesa-redonda que discutiu o programa durante a 64ª reunião da Sociedade Brasileira para Progresso da Ciência (SBPC), em São Luís. Nesta terça-feira (24), estudantes e pesquisadores cobraram a inclusão de bolsas para a área como forma de aprimorar o programa desenvolvido em parceria entre os ministérios da Ciência e Tecnologia e Educação (MEC).
A reclamação foi apresentada pela presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Luana Bonone (ANPG), em sua participação no debate Fronteiras da Ciência Sem Fronteiras. “O projeto em si é excelente e apoiamos, mas apresenta alguns problemas. E essa não inclusão das Ciências Humanas e Sociais é uma delas. De forma alguma poderemos abrir mão das contribuições que elas proporcionam”, disse.
Mas este não seria o único desafio para que o CsF seja aperfeiçoado. A limitação inicial de quatro anos para que o programa funcione seria um fator a mais que poderia ser repensado, segundo Bonone. “Esse é um aspecto. Penso que ele deva ser estendido até como forma de fortalecer a política nacional de pós-graduação como um todo. Mas além de tudo isso, também é preciso preparar o país para o retorno dessas pessoas que estão participando do programa e acima de tudo, buscar mecanismos que garantam essa volta”, argumentou.
As sugestões apresentadas pela representante dos estudantes foram bem recebidas pelos presidentes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva, e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Almeida Guimarães, que concordaram principalmente na necessidade de renovação do programa, previsto inicialmente para durar apenas até 2014. “Eu particularmente acredito que devido ao sucesso do CsF, esta não será a sua última fronteira e deva ser prorrogado”, afirmou Guimarães.
Fonte: G1 Maranhão

